domingo, 19 de abril de 2009

Cultura Popular

A cultura brasileira reflete os vários povos que constituem a demografia desse país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes, etc. Como resultado da intensa miscigenação e convivência dos povos que participaram da formação do Brasil surgiu uma realidade cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas.
Cultura pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo. Outra definição de cultura se refere mais estritamente às artes de caráter mais erudito: literatura, pintura, escultura, arquitetura e artes decorativas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cultura Erudita

Erudito significa aquele que possui instrução vasta e variada, que revela muito saber.

A cultura erudita exige estudo, pesquisa para se obter o conhecimento, portanto não é viavel a uma maioria, e sim a uma classe social que por sua vez possui condições para investir nesses aspectos e em fim obter o conhecimento. Ela está centrada no sistema educacional, portanto abrange todos os ensinamentos recebidos nas escolas.


Nosso grupo procurou centrar o trabalho na produção cultural do Egito Antigo, e sobre essa citamos a pintura, a arquiterura e agora mostraremos uma curiosidade.


Curiosidade: A produção de cerveja no Egito antigo


A produção artesanal da cerveja no Egito antigo era muito importante para o dia-a-dia da população. Esta bebida era consumida por todas as camadas sociais desde os mais ricos ate os mais pobres. A sua produção era feita a partir da fermentação de bolos de cevada que ficavam imersos na água. Depois de algum tempo de fermentação, o líquido era filtrado e armazenado em cântaros. O trabalho de filtragem e armazenagem era realizado por serviçais. Na ilustração podemos ver um cervejeiro coando, por meio de peneira, a mistura de cevada. A estátua encontra-se no Museu do Cairo (Egito).

domingo, 12 de abril de 2009


A obra de arte que vamos analisar é uma pintura: uma forma de transmitir emoções e opiniões, não em palavras, mas em imagens. O quadro de Andy Warhol, aqui apresentado possui traços que entoam a beleza única de uma mulher. Contudo, se observarmos mais profundamente, com olhos mais atentos, perceberemos que a pintura exprime, na perfeição, o que é a sociedade consumista. A técnica utilizada para produzir a mesma (serigrafia) está relacionada de maneira única com o Pop Art, e denuncia a presença desse estilo no quadro, pois essa técnica, utilizada por Andy Warhol, possui como objetivo central a produção de objetos e imagens destinados ao consumo, ao lucro, ao capitalismo. Sendo assim, é simples e lógico relacionar a imagem da Judy Garland com a necessidade capitalista de aparição.
É hábito dizer-se que o consumo é o fim material de toda a atividade humana. Ora, é importante salientar que a nossa vida é influenciada, em grande medida, pela publicidade, esta, por sua vez, é feita unicamente com base nos “interesses” dos consumidores. Esta é uma análise possível que podemos fazer a partir da observação do quadro, ao tentarmos perceber o que Andrew Warhol tentava transmitir, há, naturalmente, outras possibilidades de interpretação.

Cultura Popular


Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam freqüentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte.
Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.
O desfile mais tradicional acontece no Rio de janeiro, na Passarela do Samba, como é chamado o sambódramo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em Florianópolis, Porto Alegre, Manaus e em Vitória. Recentemente o desfile das escolas de samba de São Paulo adquiriu relevância ao passar a ser transmitido pela Rede Globo para todo o país.
Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os ébailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas.
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Cultura Indígena: Será o fim dos índios?

Apesar do "Dia do Índio", que é comemorado no dia 19 de Abril, não tem nada para se comemorar. Algumas tribos indígenas foram quase executadas por inteiro na década de 70 em diante, enquanto estavam fora de seu habitat, quase chegaram a extinção, foram ameaçados por epidemias, diarréia e estradas. Mas hoje, o que parecia impossível está acontecendo: o número de índios no Brasil e na Amazônia está aumentando cada vez mais. A taxa de crescimento da população indígena é de 3,5% ao ano, superando a média nacional, que é de 1,3%. Em melhores condições de vida, alguns índios recuperaram a sua auto-estima, reintroduziram os antigos rituais e aprenderam novas técnicas, como pescar com anzol. Muitos já voltaram para a mata fechada, com uma grande quantidade de crianças indígenas.
"O fenômeno é semelhante ao baby boom do pós-guerra, em que as populações, depois da matança geral, tendem a recuperar as perdas reproduzindo-se mais rapidamente", diz a antropóloga Marta Azevedo, responsável por uma pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos em População da Universidade de Campinas.
Com terras garantidas e população crescente, pode parecer que a situação dos índios se encontra agora sob controle. Mas não! O maior desafio da atualidade é manter viva sua riqueza cultural.

Cultura Erudita

A musica erudita ou musica clássica, foi formada entre as camadas mais ricas das sociedades do séc. IX.

Ao contrario do que acontece atualmente, nos teatros italianos, do séc. XVII e XVIII, a platéia assistia às operas e concertos em verdadeiro caos, conversando e ate mesmo jantando. A confusão apenas parava quando o grande solista da noite se apresentava. Hoje em dia, os concertos são admirados com muito silêncio e atenção. A relação artista - publico tornou-se bem menos fria, atualmente o maestro ou solista se dirigem à platéia, e perdeu se o costume de usar traje social. Muitas musicas eruditas já foram e continuam sendo usadas em filmes e até mesmo em anúncios publicitários.

Essas medidas, somadas com a queda dos preços de ingressos para alguns espetáculos, tem como objetivo a democratização desse gênero musical, que é um patrimônio cultural e deve ser estendido à toda a população.

domingo, 5 de abril de 2009

Cultura Africana: Geral

A África é um continente de grande diversidade cultural que se vê fortemente ligada à cultura brasileira. Pode-se perceber grandes diferenças em suas raças, origens, costumes, religiões e outros. Os africanos prezam muito a moral e acreditam até que esta é bem semelhante à religião. Acreditam também que o homem precisa respeitar a natureza, a vida e os outros homens para que não sejam punidos pelos espíritos com secas, enchentes, doenças, pestes, morte, etc. Não utilizavam textos e nem imagens para se basearem, mas fazem seus ritos a partir do conhecimento repassado através de gerações antigas. Seus ritos eram realizados em locais determinados com orações comunitárias, danças e cantos que podem ser divididos em: momentos importantes da vida, integração dos seres vivos e para a passagem da vida para a morte. Na economia, trabalhavam principalmente na agricultura, mas também se dedicavam à criação de animais e de instrumentos artesanais. Sua influência na formação do povo brasileiro é vista até os dias atuais.

Cultura Popular: Exemplo de culinária da Bahia

ACARAJÉ



Ingredientes:

· 300 g de cebola em pedaços
· • 1 kg de feijão fradinho quebrado
· • 1 litro de azeite de dendê para fritar
· • 1 colher (sobremesa) de sal
· • 1 dente de alho
· • 1 colher (chá) de gengibre ralado


Camarão para Acarajé:

· • 1 xícara (chá) de caldo de peixe ou de camarão
· • coentro a gosto
· • ½ xícara (chá) de azeite de dendê
· • 100 g de camarão seco defumado sem cabeça
· • 1 cebola picada em pedaços bem pequenos


Preparo da Receita
Numa bacia grande, coloque o feijão e lave várias vezes, até sair toda a casca. A seguir, deixe de molho por 3 horas. Escorra o feijão, coloque no liquidificador, junte a cebola, o gengibre, o alho e o sal e bata até obter uma pasta. Antes de fritar, bata novamente a pasta com uma colher, até ficar bem fofinha. Numa panela grande, aqueça bem o azeite-de-dendê. Com a ajuda de duas colheres , molde os bolinhos e frite-os no azeite. Sirva-os recheados com camarão ou com os recheios à parte. Camarão para acarajé: Numa panela, coloque todos os ingredientes e misture. Leve ao fogo e refogue por 3 minutos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Curiosidade: Cultura indígena poderá entrar no currículo escolar


O ensino de História e Cultura Indígena nas escolas fundamental e média, oficiais e particulares, pode tornar-se obrigatório. A inclusão da matéria no currículo da rede de ensino está prevista no Projeto de Lei 433/03, da deputada Mariângela Duarte (PT-SP), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
De acordo com a proposta, o conteúdo programático deverá abordar diversos aspectos da História e da Cultura que caracterizam a formação da população brasileira, ressaltando as contribuições dos índios nas áreas social, econômica, política e cultural. O projeto também prevê que esses conteúdos serão ministrados especialmente nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
Segundo a autora do PL, a comunidade indígena não foi contemplada pela lei que, em janeiro último, tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficial e particular. "Pretendemos com esse projeto corrigir essa lacuna na lei", explica a deputada. Mariângela Duarte informou também que cerca de 80% da prática cultural indígena está ameaçada devido à falta de apoio à preservação de suas crenças e costumes tradicionais.


FORMAÇAO DA BRASILIDADE


O projeto está na Comissão de Educação, Cultura e Desporto e já tem parecer favorável da deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Em seu relatório, a deputada ressalta a importância da contribuição indígena na formação da brasilidade: "São exemplos dessa presença a nomenclatura de lugares, pessoas, plantas e animais; a culinária brasileira, que deve muito à cultura indígena; a medicina popular, que teve origem nas receitas de chás, infusões e emplastros feitos de plantas medicinais nativas; a rede, que compõe o imaginário de um cenário idílico do nordeste brasileiro; o folclore, que é composto por danças, canções e lendas originadas da cultura indígena e, por fim, o rico artesanato produzido pelos diversos grupos indígenas.
Depois de ser apreciado pela Comissão de Educação, o projeto seguirá para exame da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

domingo, 29 de março de 2009

Cultura Popular


Para entender a cultura brasileira, é necessário primeiro entender a nossa origem. O Brasil possui uma variada composição étnica, advinda basicamente dos nativos (que eram descendentes dos homens vindos para a América pelo estreito de bering), dos portugueses que aqui chegaram para explorar a colônia, dos negros africanos trazidos pelo comércio de escravos e dos imigrantes europeus. Assim, nossa etnia é hoje composta por brancos, negros, indígenas, pardos ( mistura de brancos, negros e índios), mulatos (mistura de brancos e negros), caboclos ( mistura de brancos e índios) e cafuzos (mistura de negros e índios).

Cultura Indígena

Os índios do Brasil não formam um só povo. São muitos povos diferentes de nós e entre si. Possuem hábitos, costumes e línguas próprias e, por isso, é errado pensar que todos os índios vivem da mesma maneira.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, aqui viviam cerca de 5 milhões de índios. As doenças trazidas pelos europeus e as constantes lutas entre índios e brancos fizeram com que muitos grupos desaparecessem.
Atualmente existem no Brasil aproximadamente 240 mil índios, distribuídos em cerca de 180 grupos diferentes.
Encontram-se em todo o território brasileiro, com exceção apenas do Distrito Federal e dos Estados do Piauí e Rio Grande do Norte.
Existem grupos indígenas que, por estarem em contato permanente com a nossa sociedade, adotaram muitos hábitos e costumes da nossa cultura, falam o português, usam produtos industrializados mas nem por isso deixam de ser índios. Existem ainda grupos que mantêm contatos apenas ocasionais com os brancos e, finalmente, grupos que não têm qualquer contato com a sociedade, desconhecendo nossos costumes e língua.
Como exemplo de cultura indígena, convém ressaltar a dos Yanomami, considerados um dos grupos indígenas mais primitivos da América do Sul.
Os Yanomami têm como território tradicional extensa área da floresta tropical no Brasil e na Venezuela. Possuem uma população em torno de 25.000 índios. No Brasil existem cerca de 10.000 Yanomami situados nos Estados do Amazonas e de Roraima. Falam a língua Yanomami e mantêm ainda vivos os seus usos, costumes e tradições.
Vivem em grandes casas comunais. A maloca consiste numa moradia redonda, com topo cônico, com uma praça aberta ao centro. Várias famílias vivem sob o teto circular comum, sem paredes dividindo os espaços ocupados. O número de moradores varia entre trinta e cem pessoas.
Desde a década de 70, com a construção da estrada Perimetral Norte cortando seu território, a operação de mineradores e, hoje, a presença de milhares de garimpeiros têm resultado na destruição da floresta e trazido muitas doenças para os Yanomami, cuja população está sob séria ameaça de desaparecimento.

sábado, 28 de março de 2009

Egito Anigo

As pirâmides do Egito, sem dúvida, constituem uma das maravilhas do mundo. Até hoje deixam maravilhados quem as conhece. Suas dimensões são gigantescas, e o fato de terem sido construídas para servir de túmulos para os faraós sempre deichou as pessoas perplexas e abriu caminho para uma série de suposições a respeito de seu verdadeiro papel.
Mas como era uma pirâmide “por dentro” ? A partir das pesquisas arqueológicas, foi possível entender os engenhosos mecanismos dos egípcios para tentarem garantir a integridade das múmias e dos tesouros deixados dentro da pirâmide. Veja, na figura acima, o esquema de uma pirâmide.

terça-feira, 24 de março de 2009














Cultura Popular
Cultura Popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc) em que o povo produz e participa de forma ativa.
A cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral.
Exemplos de manifestações da cultura popular: carnaval, danças e festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, superstições, etc.
FOLCLORE

O que é Folclore?

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

As lendas são historias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:

Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Curiosidades:

- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.

- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.

- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.
- Cada região manifesta a cultura folclórica enfatizando partes dela, como:
Em Goiás, o folclore é embasado em manifestações ocorridas há séculos e que são representadas todos os anos, como é o caso das Cavalhadas, que relata a luta entre os cristãos e os mouros; as Congadas que, trazida pelos negros, eram utilizadas para fazer ligação entre eles e o Divino Espírito Santo juntamente como Nossa Senhora do Rosário.
No Mato Grosso, o folclore se manifesta através de folguedos populares que pode ser visto tanto nas cidades quanto no campo, como o Caruru que se apresenta numa boa roda de cantoria e dança, o Siriri que é utilizado em manifestações religiosas, o Rasqueado que é executado em homenagem aos santos.
Em Minas Gerais, as manifestações são realizadas durante o ano todo e são apresentadas em folguedos, danças e apresentações, como Folia de Reis, Queima do Judas, Caiapós, Congado, assim como no Alagoas, Amazonas, que ainda retrata a cultura indígena; Nordeste e Maranhão. Cada região possui uma particularidade em suas manifestações e estas existem em todo o país.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cultura Indígena

Introdução


Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.

A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses


O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.

A organização social dos índios

Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.
A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

Os contatos entre indígenas e portugueses

Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que temos hoje.A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.


Tupinambás praticando um ritual de canibalismo


Canibalismo: Algumas tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada, pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. A prática do canibalismo era feira em rituais simbólicos.


Religião Indígena

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.






sexta-feira, 20 de março de 2009

Cultura Africana

Culinária




Elementos tradicionais da comida africana
Há diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber do continente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todas as culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveis localmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comida tradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boa parte da África tropical, o leite de vaca é raro. O negro introduziu na cozinha o leite de côco-da-baía, o azeite de dendê, confirmou a excelência da pimenta malagueta sobre a do reino, deu ao Brasil o feijão preto, o quiabo, ensinou a fazer vatapá, caruru, mungunzá, acarajé, angu e pamonha.

Alguns pratos típicos africanos são:

· Abará
· Aberém
· Acaçá
· Acarajé
· Aluá
· Arroz de Aussá
· Broa de Farinha de Milho
· Caruru
· Chicotinho Queimado
· Cuscuz Doce
· Efó
· Fazendo arte nas férias
· Feijão de Azeite (Humulucu)
· Feijãozinho Amigo
· Festa Junina
· Galinhada
· Ipetê
· Pé de Moleque
· Vaca Atolada
· Vinho Quente
· XinXim

Caruru



Abará



Ipetê



Acaçá



Cultura de Massa

terça-feira, 17 de março de 2009

Olá, 200!
Eu, Renata, faço aqui a primeira postagem do nosso blog, com conteúdo do trabalho de artes.


O Egito Antigo

Bom, esse trabalho foi enviado pelo grupo da cultura erudita. Diz respeito à produção agrícola no Egito antigo.


A pintura egípcia é capaz de nos fornecer uma serie de informações a cerca da produção agrícola. A pintura acima foi encontrada no túmulo de um escriba do campo, que viveu no século XV a.C. A disposição dos registros em faixa, bastante tradicional no Egito, tem uma forma toda especial de leitura. Ao contrario do que é usual, a sua leitura não deve iniciar-se no alto à esquerda, mas sim embaixo, à esquerda. A faixa do meio deve ser lida da direita para a esquerda, e a de cima, da esquerda para a direita. Vamos observar os detalhes dessa pintura. Nela estão representadas todas as etapas de produção de trigo no Egito Antigo.

Na faixa inferior, da esquerda para a direita, vemos camponeses ceifando o trigo e carregando-o em cestos. No lado direito dessa mesma faixa, trabalhadores espalham o trigo pelo chão, enquanto outros descansam embaixo de uma árvore.

Na faixa do meio, iniciando a leitura pelo lado direito, trabalhadores fazem bois pisotearem o trigo a fim de separar o grão da casca. Utilizando pás, outros trabalhadores joeiram o trigo. Mena (ou Menena), o escriba do campo, pode ser visto num abrigo, enquanto quatro escribas auxiliares contabilizam a produção.

Na ultima faixa, da esquerda para a direita, podemos ver apenas um dos braços de um funcionário do Estado que se prepara para desenrolar uma corda de medição para fazer o levantamento da área cultivada (a partir desse levantamento era calculado o imposto). No centro da faixa aparece o escriba observando um de seus agentes espancando um lavrador. Na extremidade da direita, acima, o trigo já se encontra ensacado e pronto para ser transportado de barco.